Entrevista com Agnaldo Verissimo. programa Beisebol Popular. por Tainnan e Mayara


Agnaldo Veríssimo é treinador responsável pelos atletas de Beisebol do Pirituba Warriors, ele foi o fundador e diretor da Associação Brasileira de Beisebol e Futebol em 1999. Ele que em sua história de vida já passou por diversos desafios certa vez aprendera a jogar beisebol com um japonês desconhecido na cidade de Mogi da Cruzes, interior de São Paulo. Resolveu levar adiante um projeto proposto de ensinar a prática de beisebol e difundi-la. Então criou o Programa Beisebol Popular em Pirituba afim de ensinar crianças carentes o esporte, que logo dele saira a seleção de Pirituba, o Pirituba Warriors. Hoje com a ajuda de mais dois treinadores eles continuam treinando as crianças que chega a sessenta.
Op’s: Como foi o processo de chegada do beisebol a Pirituba?
Veríssimo: Em 1980 eu aprendi a jogar beisebol em Mogi das Cruzes. Quando vim para São Paulo conheci um missionário de uma igreja americana que doou os equipamentos para poder iniciar com o beisebol, foi quando comecei trabalhar em tempo integral com o beisebol. Os times ainda era os da rua de baixo contra os da rua de cima.
Op’s: O que é o Programa Beisebol Popular?
Veríssimo: É um programa que procura mostrar essa modalidade esportiva, que é o beisebol, às pessoas.
Op’s: Como elas ficam sabendo?
Veríssimo: Através de clínicas nas escolas, pedimos autorização e convidamos as crianças a jogar, isso também com o boca-a-boca em que um conta para o outro.
Op’s: Algum jogador que começou aqui sua carreira, já obteve sucesso no esporte?
Veríssimo: De Pirituba já saiu mais de 60 meninos para a federação Paulista que é de controle da colônia japonesa. Eles foram avaliados em jogos internos e levados para jogar com os federados (jogadores de times de faculdades pertencente a Federação paulista). Temos o Willian (garoto de 15 anos que começou no Programa), por exemplo, hoje ele joga na seleção brasileira de beisebol.
Op’s: O senhor tem planos futuros para o programa em Pirituba?
Veríssimo: Sem dúvida! Minha meta é essa. O objetivo é não deixar que os meninos siga caminhos errados. Mas infelizmente o custo impede que o beisebol se torne um esporte um esporte bastante praticado no Brasil.
Op’s: Este programa já tirou dezenas de crianças das ruas, o que contribui para o bom desenvolvimento e crescimento delas, porém infelizmente o problema continua. Em sua opinião a prefeitura poderia contribuir para melhorar este quadro?
Veríssimo: Não só a prefeitura, mas outras organizações poderiam ajudar, gostaríamos que ajudasse mais, mas existe também outras modalidades.
Op’s: Sendo o Brasil sede das Olimpíadas em 2016, qual a expectativa com relação a modalidade?
Veríssimo: Vou ser direto. Estou mexendo com beisebol há 15 anos e em 2005, o COI (Comitê Olímpico Internacional) tirou de sua grade essa modalidade. A gente pode ser campeão olímpico, campeão mundial que para eles será indiferente.
Op’s: Qual a principal dificuldade que a ABBS enfrenta na difusão do programa?
Veríssimo: Preconceito, o preconceito contra outro jogo a não ser o futebol. Muitos tem mania de falar que beisebol é para japonês. Claro que mais habilidades eles vão ter, assim como o brasileiro tem com o futebol é uma questão de cultura.Todo esporte tem sua nobreza, mas eu quero quebrar isso com o beisebol.
"Todo esporte tem sua nobreza, mas eu quero quebrar isso com o beisebol."

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